A Síndrome de West trata-se de um tipo raro e grave de epilepsia, que afeta crianças de até 2 anos de idade, mas incide principalmente sobre bebês na faixa etária de 4 a 7 meses de vida. O distúrbio afeta uma em cada 6 mil crianças, e é mais frequente nos meninos.

Síndrome de West

A manifestação da Síndrome se dá através de sinais que devem ser observados atentamente pelos pais desde cedo. Se o seu filho apresenta movimentos repetitivos de flexão ou extensão do corpo, devido a espasmos musculares frequentes, é necessário ficar em alerta e marcar uma consulta com o neuropediatra de sua confiança.

Tais sintomas são facilmente confundidos com “sustinhos”, com sintomas de cólica ou de refluxo. O fator que diferencia os espasmos comuns daqueles ocasionados pela Síndrome de West é a  repetição; pode ocorrer com frequência de 10 a 15 vezes por dia, geralmente quando a criança acabou de acordar ou está indo dormir.

Além dos espasmos, a Síndrome de West também caracteriza-se por um quadro de regressão no desenvolvimento neuropsicomotor e pela hipsarritmia, prejudicando o desenvolvimento da criança no geral.

Síndrome de West – Causas

As causas mais comuns da Síndrome de West consistem em complicações na gestação ou no parto do bebê, tais como falta de oxigênio (anóxia) e parto prematuro.

O distúrbio também pode estar associado a outros fatores de origem, como outras condições neurológicas (Síndrome de Down, Fenilcetonúria e Esclerose Tuberosa, por exemplo), infecções pré-natais, meningites e paralisia cerebral.

Importância do Diagnóstico Precoce

O diagnóstico precoce é um fator determinante na eficácia do tratamento da criança, uma vez que a Síndrome de West prejudica seu desenvolvimento e provoca perda de méritos já alcançados por ela (regressão do desenvolvimento neuropsicomotor, por exemplo).

Quanto mais cedo o distúrbio for diagnosticado, mais cedo o tratamento será iniciado e mais positivo será o prognóstico. O tratamento é capaz de combater a deficiência intelectual e ainda evita o desenvolvimento de epilepsias mais graves, que podem ser causadas pela negligência dos cuidados necessários.

O diagnóstico da Síndrome de West é realizado pelo neurologista infantil, com base em uma avaliação clínica criteriosa dos movimentos da criança e em uma série de exames, tais como o eletroencefalograma e a ressonância magnética, que facilitam a identificação da doença.

Síndrome de West – Tratamento

O tratamento da Síndrome de West varia de acordo com as especificidades de cada criança.

Nos últimos anos, as possibilidades de tratamento se amplificaram, e além do tratamento tradicional com o uso de ACTH  – uma substância injetável eficaz, porém de alto custo – já são utilizados outros tipos de medicamentos anticonvulsivantes, como a vigabatrina.

O neuropediatra também pode solicitar mudanças na dieta alimentar, com inserção de alimentos ricos em lipídios e diminuição de alimentos ricos em carboidratos. Esse balanceamento pode provocar alterações hormonais benéficas ao tratamento.

O tratamento tem duração média de dois anos e algumas crianças conseguem se recuperar completamente da Síndrome de West, livres de sequelas e de medicamentos para controle da epilepsia.

O acompanhamento neuropediátrico em longo prazo é fundamental no diagnóstico precoce da Síndrome de West e na eficácia do tratamento. Somente o especialista poderá identificar o distúrbio e prescrever o tratamento adequado para a criança.

Síndrome de West – Uma Forma Rara de Epilepsia
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