A crise convulsiva em crianças é uma situação em que a maioria dos pais que não está completamente ciente dos procedimentos que devem ser tomados, bem como sobre as causas das mesmas, pode levar a reações que podem prejudicar os pequenos.As convulsões são caracterizadas como transtornos do sistema neurológico que ocorrem de forma repentina, bem como efêmera, e que, em sua maioria, tem sua ocorrência relacionada com a presença de altas temperaturas no organismo das crianças.Elas podem ocorrer em indivíduos que tenham entre seis meses até em torno de seis anos de idade, sendo que ocorrem com maior intensidade e em número de vezes nas crianças que estão em torno dos dois anos de idade.

O que é a Crise Convulsiva em Crianças?

As crises convulsivas em crianças, que tipicamente estão associadas com a febre, são caracterizadas como epilepsia de grau baixo. Assim, como o próprio organismo da criança realiza a “cura”, são consideradas benignas.

Já aquelas que se caracterizam de forma atípica podem também ser benignas mas requerem a análise de profissionais da área da saúde especializados para que se possa confirmar se o indivíduo sofre, de fato, de um quadro de epilepsia.

Como Ocorre a Crise Convulsiva em Crianças

Ao acontecer uma crise convulsiva em crianças, é possível que elas possam vivenciar sintomas como a perda da memória (tanto a recente como de fatos específicos, dependendo da gravidade do ocorrido), os movimentos encontrados nos olhos também são característicos: eles ficam sempre virados para cima, deixando a íris quase completamente voltada para trás da cabeça.

A criança que estiver passando por uma crise convulsiva também pode vivenciar a contração do maxilar, fazendo com que a arcada dentária fique inteira tensionada, fechando a boca com força – a boca, durante uma crise convulsiva em crianças, irá geralmente indicar sinais de que está espumando.

Além disso, é possível identificar a ocorrência de uma crise convulsiva em crianças por meio dos movimentos de contração dos músculos, que são repentinos, bruscos, e em sua maioria, rítmicos, sobre os quais as crianças não possuem qualquer tipo de controle, caracterizando-se por estouros.

Esses estouros, que ocasionam a contração dos músculos corporais presentes nas crises convulsivas em crianças, se dão por meio de uma anormalidade que ocorre de forma temporal nas funções executadas pelo cérebro.

Causas das Crises Convulsivas em Crianças e Bebês

A maior tendência que se aplica na possibilidade de ocorrência de crise convulsiva em crianças ocorre por meio da presença de algum tipo de febre no organismo, e esse fator é explicado por uma herança genética – ocorre em cerca de 30% dos casos apresentados.

É importante notar que as febres ocorridas em infecções que geralmente envolvem o catarro são as que têm maiores chances de proporcionar a ocorrência de crise convulsiva em crianças.

Já para os bebês, devido à vulnerabilidade de seu sistema imunológico, é amplamente mais registrado que a temperatura que indica febre também irá determinar a presença de uma infecção advinda de vírus.

Também são levados em conta os fatores que envolvem a atuação do metabolismo em bebês, principalmente da diminuição dos níveis de glicose no organismo, além de substâncias como o cálcio, o sódio e o magnésio.

A falta de oxigênio no cérebro, a presença de hemorragia, bem como a presença de algum tipo de tumor no sistema nervoso central e qualquer tipo de intoxicação podem ser fatores que se apresentam como causas das crises convulsivas em crianças mais novas – além da predisposição de cada indivíduo.

Tratamento para as Crises Convulsivas em Crianças

A coisa mais importante que se deve fazer, de imediato, é realizar a diminuição do nível de temperatura do organismo da criança: isso pode ser feito com a remoção das roupas e com o auxílio de panos ou roupas molhadas com água em temperatura ambiente (não se deve colocar água gelada em contato com a criança).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é necessário restringir os movimentos ao longo da duração da crise convulsiva em crianças, nem ao menos amordaça-la ou inserir algum material entre sua arcada dentária.

É preciso, de forma muito calma e tranquila, criar um espaço seguro para que a criança possa passar pela duração da crise convulsiva, que tem em média de dez a quinze minutos, sem que ela possa se machucar ou se ferir de alguma forma, e, então, encaminhá-la diretamente para algum pronto-socorro.

Deite a criança para evitar que ela caia, tire qualquer objeto que possa apresentar perigo de perto da criança enquanto ela está tendo uma crise convulsiva, tire as roupas que possam estar constringindo os movimentos da mesma, e proteja a cabeça para evitar ferimentos.

Vire a cabeça da criança de lado para que ela não faça a sucção da própria saliva e possa engasgar, bem como certifique-se de que as vias respiratórias estão funcionando de modo correto: evite fazer muitos sons altos e a permanência de muitas pessoas perto da criança, pois isso pode gerar mais desconforto para a mesma.

Após a duração da crise convulsiva em crianças, é necessário buscar ajuda e tratamento médico que será indicado tanto em seus medicamentos quanto em sua duração para que ela possa obter os melhores resultados possíveis.

Crise Convulsiva em Crianças – Saiba Mais
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