Asfixia Perinatal

Asfixia Perinatal – Compreenda a Importância do Diagnóstico Precoce

Por Neurologista Infantil NeuroPediatra   •   27 de janeiro de 2026


Asfixia Perinatal é caracterizada pela ausência de fluxo sanguíneo ou oxigênio suficiente ao bebê antes, durante ou após o parto, podendo causar sequelas neurológicas, como vamos abordar neste artigo.

Importância do Diagnóstico Precoce da Asfixia Perinatal

Chamamos de asfixia perinatal ou asfixia no parto quando o recém-nascido apresenta diminuição no fluxo de sangue para os tecidos ou no nível de oxigênio no sangue antes, durante ou após o parto.

Apesar de em alguns casos não ser possível identificar a sua causa, em outros tende a acontecer por causa de desenvolvimento anormal do bebê, doença ou hemorragia materna grave, exposição a determinados medicamentos ou substâncias antes do parto, infecção grave no feto, obstrução do fluxo sanguíneo ao cordão umbilical e ruptura prematura da placenta, por exemplo.

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As alterações no padrão da frequência cardíaca do feto têm sido consideradas um indício de diagnóstico da asfixia perinatal. Neste caso, a troca gasosa placentária ou pulmonar é comprometida ou totalmente interrompida, gerando hipóxia (falta parcial) ou anóxia (total) de oxigênio que deveria alcançar os órgãos vitais.

Impactos Neurológicos

Entre os impactos neurológicos da asfixia perinatal, a que recebe destaque é a EHI (encefalopatia hipóxico-isquêmica), que acontece diante de lesão cerebral após falta de oxigênio e fluxo de sangue, sendo capaz de gerar, consequentemente:

  • Atrasos no desenvolvimento: comprometimento de aprendizado, fala, habilidades sociais e linguagem;
  • Deficiência intelectual: diminuição da capacidade cognitiva e das habilidades de solucionar problemas;
  • Distúrbios do movimento: inclui dificuldades de coordenação, espasmos e tremores;
  • Epilepsia: crises convulsivas recorrentes;
  • Paralisia cerebral: impacta a coordenação e o controle motor;
  • Problemas de audição e visão: comumente podem ter surdez e cegueira.

Assim como podem ser identificados convulsões, comprometimento do tônus muscular e dificuldade para se alimentar.

Importância do Diagnóstico Precoce

A importância do diagnóstico precoce está associada ao fato de que quanto antes o diagnóstico é feito, mais rapidamente conseguimos adotar as medidas terapêuticas necessárias, como reanimação e resfriamento (hipotermia), por exemplo, que costumam ser eficazes na redução dos danos cerebrais.

Assim, se os recém-nascidos e prematuros estão aptos, são colocados na ventilação pulmonar para restabelecer a respiração logo no primeiro minuto após o seu nascimento e, normalmente, conseguem recuperar-se.

Do mesmo modo que conseguimos, como médicos especialistas em Neuropediatria, promover uma melhora da qualidade de vida e do desenvolvimento das crianças, o que pode ser feito por meio de estimulação sensorial, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, por exemplo.

Por isso, para confirmar o diagnóstico de uma asfixia perinatal são avaliados, normalmente, história do parto, relato de complicações durante a gestação e o parto, sinais de sofrimento fetal, índice de Apgar baixo ao nascer (de 0 a 3), falência de múltiplos órgãos, convulsões, flacidez muscular ou coma no recém-nascido, exame neurológico do recém-nascido e ressonância magnética, se necessário.

Além disso, o ideal é descartar demais condições que apresentam indícios semelhantes, tais como, acidemia (metilmalônica ou propiônica), defeitos de desenvolvimento, distúrbios neuromusculares, sepse ou tumores cerebrais.

Portanto, a partir do diagnóstico e de um acompanhamento periódico é possível avaliar a gravidade da lesão cerebral e ajustar, conforme identificação de necessidade, o plano de tratamento que tende a ser traçado, idealmente, por uma equipe multidisciplinar.

Do mesmo modo que é importante fazer um acompanhamento neuropediátrico após receber encaminhamento para acompanhar os Impactos Neurológicos da Asfixia Perinatal ou de demais condições, sempre visando o bem-estar da criança e sua qualidade de vida.

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