Crises não Epilépticas na Infância

Crises não Epilépticas na Infância – O que são? Como Diferenciá-las?

Por Neurologista Infantil NeuroPediatra   •   03 de março de 2026


Crises não Epilépticas na Infância tratam-se de uma perda de consciência temporária, que pode ser acompanhada de tremores e quedas, assemelhando-se a uma crise epiléptica, mas não possuem relação com alterações elétricas cerebrais, por isso, a consulta com um(a) médico(a) especialista em Neuropediatria é determinante para Saber o que são e como Diferenciá-las.

O que são e como Diferenciar Crises não Epilépticas na Infância?

As crises não epilépticas em crianças podem ser caracterizadas por alteração de comportamento, perda de consciência temporária, olhar fixo, quedas e tremores, capazes de levar as pessoas próximas a acreditarem que estão tendo uma crise convulsiva.

Apesar de não podermos afirmar exatamente, as crises não epilépticas podem ter causas física, psicológica ou relacionadas ao coração, em que destacam-se as funcionais (psicogênicas ou dissociativas), que são desencadeadas involuntariamente por processos emocionais ou mentais, servindo como um mecanismo de bloqueio para que não revivam seus medos ou suas memórias ruins. Desta forma, os sintomas são reais, surgindo quando o corpo e a mente não estão funcionando adequadamente.

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Também existem movimentos não epilépticos na primeira infância totalmente benignos e que tendem a desaparecer depois de um tempo. E igualmente são classificadas em fisiológicas, desencadeadas, normalmente, por condições físicas responsáveis por irritar o cérebro, mas que são reversíveis, como, por exemplo, diante de baixos níveis de açúcar no sangue, convulsões febris, desmaio ou reação medicamentosa.

Ou ainda, movimentos do sono que podem ser confundidos com crises.

O que são as Crises não Epilépticas na Infância?

Comumente observadas em crianças até a idade escolar, as crises não epilépticas são capazes de ser identificadas por suas características, que incluem, especialmente, perda de consciência, movimentos bruscos e repetitivos, confusão, alteração emocional, rigidez, tremores e quedas, por exemplo.

Assim como há casos em que tendem a ser observados dormência, formigamento, alteração na temperatura e visão, boca seca, palpitações, fadiga, fraqueza e tontura, manifestando-se de forma variada em cada crise.

Como Diferenciá-las

Uma vez ciente de que as crises não epilépticas são diferentes das crises epilépticas, é importante saber em quais aspectos, mesmo que pareçam semelhantes em relação à manifestação e forma de afetar os pequenos, especialmente diante de casos em que existe a possibilidade de ambas serem identificadas em uma criança.

Uma das formas de diferenciá-las envolve o fato de que enquanto no primeiro caso o corpo está sofrendo algum estresse, fazendo com que os pequenos percam a consciência em relação ao ambiente, na segunda, acontecem alterações elétricas no cérebro por diversos motivos.

 

Por isso, as crises não epilépticas em crianças tendem a ser diagnosticadas, normalmente, com base em suas características, no seu histórico clínico e na análise de exame físico. A depender da característica e análise médica, o neuropediatra irá ponderar a realização de exames, sendo um dos principais, o , sendo confirmada se estamos ou não diante de uma crise convulsiva, com possibilidade de serem as duas, ao ser realizado um exame de vídeo-EEG (eletroencefalograma) ou vídeo-EEG (eletroencefalograma com monitoramento simultâneo por vídeo).

Portanto, hoje em dia com o acesso fácil ao celular e câmeras, uma dica prática que pode auxiliar na análise do caso é filmar o evento, se possível, para assim mostrar ao seu neuropediatra.

Diante de tais semelhanças e do impacto de ambas condições na vida dos pequenos, o tratamento é considerado importante para melhorar a consciência dos eventos e a forma de lidar com os gatilhos, e ter a chance de expandir as habilidades para enfrentá-los, por exemplo.

Por isso, buscar ajuda de um(a) médico(a) especialista em Neuropediatria é um dos primeiros passos ao suspeitar do diagnóstico ou identificar algumas características das Crises não Epilépticas em Crianças, assim como de uma equipe multidisciplinar como a nossa, que consegue orientar em relação às providências a serem tomadas e aos planos comportamentais de respostas tanto por parte dos familiares e responsáveis quanto dos profissionais de saúde e do ambiente escolar!

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