
Saiba Mais Sobre a Meningite Viral em Crianças
Por Neurologista Infantil NeuroPediatra • 19 de dezembro de 2025

Por Neurologista Infantil NeuroPediatra • 19 de dezembro de 2025
A inflamação da meninge, a delicada membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal, é uma das emergências médicas mais temidas e potencialmente devastadoras que existem: a meningite. Sua natureza altamente contagiosa e a velocidade com que pode evoluir para sequelas permanentes ou, em casos mais graves, para óbito, projetam uma sombra de urgência sobre a saúde pública. O problema é grave, mas a solução é empolgante! A medicina moderna e, crucialmente, o conhecimento sobre a doença são as nossas armas mais eficazes. A inflamação meningeal é uma corrida contra o tempo, mas a capacidade de reconhecer os primeiros sinais, especialmente da Meningite Viral, o tipo mais comum e geralmente menos agressivo, transforma o pânico em ação salvadora. Este artigo desvenda os mistérios da Meningite Viral em crianças, capacitando pais e cuidadores a serem a primeira e mais potente linha de defesa contra esta condição.
A inflamação da meninge, a delicada membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal, é uma das emergências médicas mais temidas e potencialmente devastadoras que existem: a meningite. Sua natureza altamente contagiosa e a velocidade com que pode evoluir para sequelas permanentes ou, em casos mais graves, para óbito, projetam uma sombra de urgência sobre a saúde pública. O problema é grave, mas a solução é empolgante! A medicina moderna e, crucialmente, o conhecimento sobre a doença são as nossas armas mais eficazes. A inflamação meningeal é uma corrida contra o tempo, mas a capacidade de reconhecer os primeiros sinais, especialmente da Meningite Viral, o tipo mais comum e geralmente menos agressivo, transforma o pânico em ação salvadora. Este artigo desvenda os mistérios da Meningite Viral em crianças, capacitando pais e cuidadores a serem a primeira e mais potente linha de defesa contra esta condição.
A meningite trata-se de uma doença altamente contagiosa, caracterizada por uma inflamação na membrana que reveste o cérebro. Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode deixar graves sequelas no paciente.
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Existem três tipos de meningite, classificados de acordo com seus causadores: vírus, bactérias e fungos. É imperativo que o leitor compreenda a diferença crítica entre o viral e o bacteriano.
Meningite Viral: É o tipo mais comum, e geralmente menos agressivo da doença. Configura um quadro de cerca de 11 mil casos anuais no Brasil, com taxa de óbitos muito inferior aos demais tipos. É frequentemente autolimitada, ou seja, o corpo da criança consegue combatê-la sozinho.
Meningite Bacteriana: Esta é a verdadeira emergência médica. Causada por bactérias (como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae), ela exige intervenção imediata com antibióticos potentes. A progressão é extremamente rápida, podendo levar à morte ou a sequelas neurológicas graves (como surdez ou lesão cerebral) em poucas horas.
Meningite Fúngica: Mais rara, afeta principalmente pessoas com o sistema imunológico muito comprometido (como pacientes com AIDS ou em quimioterapia). O tratamento é longo e complexo.
Embora o foco aqui seja a forma viral, a suspeita de meningite sempre deve ser tratada como uma emergência bacteriana até prova em contrário. Não se pode esperar para ver.
A meningite viral pode ser contraída por pessoas de todas as faixas etárias, mas incide principalmente sobre crianças de até 5 anos de idade.
Os sintomas da meningite viral são comumente confundidos com o de doenças de gravidade inferior, fator responsável pelo atraso do diagnóstico e do tratamento do paciente.
Existem três tipos de transmissão da meningite viral: via fecal-oral, oral- oral e respiratória. A contração da doença se dá através do contato direto com tosse, espirro, saliva e fezes de pessoas infectadas.
O intervalo entre a exposição do vírus e a manifestação de sintomas tem duração média de 7 a 14 dias.
Os sintomas da meningite viral diversificam-se de acordo com a idade da criança. Nos bebês com menos de um ano de idade, por exemplo, a doença manifesta-se através dos sintomas de inchaço e rigidez na região da fontanela (moleira), choro constante e irritabilidade.
Já nos bebês entre um e dois anos de idade, os sintomas comuns são: febre alta, sonolência, choro constante, irritabilidade, rigidez na região do pescoço, desânimo e falta de apetite.
Em crianças na faixa etária acima de dois anos, os sintomas da meningite são: febre alta e súbita, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, sonolência, falta de energia e de apetite, dor e rigidez no pescoço, dificuldade de concentração e confusão mental, em casos mais graves.
Caso seu filho apresente algum dos sintomas de meningite viral, leve-o imediatamente ao pronto-socorro infantil. O pediatra poderá diagnosticar a doença através do exame físico e da coleta de líquido cefalorraquidiano, no próprio atendimento emergencial.
O tratamento da meningite viral em crianças pode ser realizado em casa, através de medicamentos com prescrição médica. O tratamento medicamentoso é eficaz no alívio dos sintomas, mas não existe um remédio capaz de erradicar o vírus por completo.
O tratamento da meningite viral tem duração de aproximadamente duas semanas. Neste período, a criança deve permanecer em repouso (sem ir à escola ou sair de casa) e realizar um acompanhamento médico periódico, para avaliar a evolução do tratamento.
Como aliada ao tratamento medicamentoso, os especialistas recomendam a ingestão de muito líquido: a criança deve beber pelo menos dois litros de água, chá ou água de coco diariamente.
São raros os casos de meningite viral em que a criança precisa ficar internada durante o tratamento: o acompanhamento médico requer internação geralmente nos casos de crianças que vomitam constantemente, impedindo que elas se hidratem adequadamente.
Em torno de três dias após o início do tratamento contra a meningite viral, a criança começa a apresentar os primeiros sinais de melhora, tais como o aumento do apetite, maior facilidade em movimentar o pescoço, redução das dores musculares e da febre.
A prevenção da meningite viral se dá, basicamente, através dos fatores de limpeza e higiene:
Lavagem de Mãos: Ensinar e garantir a lavagem frequente e correta das mãos, especialmente após usar o banheiro e antes de comer.
Saneamento Básico: Garantir que a criança não tenha contato com água ou alimentos contaminados (rota fecal-oral).
Ambientes Arejados: Manter os ambientes que a criança frequenta sempre limpos e arejados é fundamental para prevenir a doença (diminuindo a transmissão respiratória).
Isolamento: Evitar o contato da criança doente (ou com qualquer virose) com outras crianças, especialmente bebês.
Lembre-se: apesar de ser o tipo menos grave da doença, a meningite viral merece atenção e cuidado especializado em ambiente hospitalar. Reaja diante da manifestação dos sintomas e leve seu filho ao pronto-socorro mais próximo. O diagnóstico precoce da doença beneficia a eficácia do tratamento e, mais importante, descarta a temida meningite bacteriana.